Ir para o conteúdo

O que acontece ao texto que dita

Escrito para ser lido por um médico, não por um jurista. Se alguma destas frases não bater certo com o que observar, diga-nos.

A clínica é a responsável pelo tratamento; nós somos subcontratante.

Quem tem a relação com o doente é quem decide o que se faz com os dados dele. O clínico ou a clínica é o responsável pelo tratamento, e é a quem cabe o aviso de privacidade ao doente. O AI Reporting trata esses dados por sua conta e segundo as suas instruções. Esta é a divisão, e tudo o que se segue decorre dela.

O áudio não é guardado

A gravação é transcrita e não chega a ser escrita na base de dados. Dos 5071 relatórios gerados até hoje, nenhum tem áudio guardado; fica apenas a duração da gravação, um número. O som é recebido pelo serviço de transcrição, num ponto de acesso europeu — é aí que é convertido em texto.

O que fica guardado, fica sem nomes

Antes de qualquer escrita, o texto passa por uma remoção de identificadores. A cópia guardada da transcrição e do relatório não tem nomes, números de identificação, contactos nem datas de nascimento. É essa cópia que fica na base de dados e nos registos técnicos — e fica na União Europeia.

Duas versões: uma para gerar, outra para guardar

Cada geração produz duas versões do mesmo texto. A versão que serve para gerar o relatório mantém os nomes próprios — porque a radiologia está cheia deles: Hodgkin, Crohn, Gerota, Morrison, Willis — e retirá-los estragaria o relatório. Essa versão vai apenas para o serviço de geração, na multirregião europeia, e para mais lado nenhum. A versão guardada tem os nomes removidos, e é a única que chega à base de dados, aos registos e aos traços de diagnóstico. Depois de gerado, o próprio relatório volta a passar pela remoção antes de ser guardado, porque um nome no pedido pode reaparecer no texto.

Se a remoção falhar, o pedido é recusado

A remoção de identificadores não é um passo opcional. Se o serviço que a faz não responder, o pedido devolve erro e o texto não segue para lado nenhum. É preferível um relatório que não sai a um relatório que sai por um caminho que não devia.

Onde corre cada passo

O texto que dita passa por quatro passos antes de ficar guardado. Cada um corre numa região europeia identificada.

  1. Transcrição do áudio — ponto de acesso europeu
  2. Remoção de identificadores — europe-west1
  3. Geração e classificação do relatório — multirregião europeia
  4. Registos técnicos, já sem identificadores — eu-central-1
  5. Armazenamento — os ditados, as transcrições e os relatórios gerados — União Europeia

Cada passo tem a sua região. É essa a precisão que podemos dar: não uma frase geral sobre residência de dados, mas onde corre cada parte do percurso do seu texto.

O conteúdo dos relatórios não é usado para treinar modelos

O conteúdo dos relatórios não é usado para treinar modelos de IA. Nem os ditados, nem as transcrições, nem os relatórios gerados.

Quanto tempo fica guardado

Não há um prazo automático de eliminação. As versões sem identificadores ficam guardadas enquanto a conta existir. Dizemo-lo aqui em vez de deixar supor o contrário.

Exportar e apagar

Pode exportar, a qualquer momento, os relatórios e os modelos que temos seus. E pode apagar a conta: relatórios, modelos, conversas de apoio e feedback são eliminados numa só operação, e os registos de auditoria ficam anónimos.

A revisão clínica continua a ser sua

Nada disto altera o essencial: todos os relatórios gerados exigem revisão clínica antes de qualquer utilização. O modelo pode errar, omitir ou inventar, e a versão final é da sua responsabilidade.

Se houver aqui uma pergunta sem resposta — e para uma clínica costuma haver — envie-a pelo formulário de contacto.

Fazer uma pergunta sobre dados